... enorme, em mim, por teres levado as duas das coisas mais importantes que já tive: O z. que me enchia de mimo, e me deixava sempre com o coração cheio pelo amor incondicional que tinha por mim, e a crença nas relações sentimentais. Dói-me profundamente habituar-me à ausência do Z. mas acho que nunca me vou recompor desta descrença. Não podias ter deixado um legado pior... É por isso que não suporto ver-te. Partiste algo em mim, que muito dificilmente alguém irá conseguir colar.
"Na maior aflição, no irremediável naufrágio, qualquer um quer salvar a alma. Ninguém quer passar sem deixar rasto (...) A vida, mais do que uma viagem com lugar de partida e porto de chegada, é um caminho que se perde no escuro interior de uma floresta, num grande esquecimento. Falta-nos o destino." Pedro Paixão, in o Infinito é agora
junho 21, 2010
junho 07, 2010
Contra-senso
É engraçado como pode um vazio enorme no coração, ocupar na cabeça todo o espaço que existe livre.
junho 04, 2010
Coração partido
O post que se segue foi totalmente roubado daqui:
"Al perderte yo a ti
"Al perderte yo a ti
tú y yo hemos perdido:
yo porque tú eras lo que yo más amaba
y tú porque yo era la que te amaba más.
Pero de nosotros dos
tú pierdes más que yo:
porque yo podré amar a otros como te amaba a ti
pero a ti no te amarán como te amaba yo" *
.(...) Aqui, apenas restou uma imensa área de terra queimada onde, pacientemente e a custo, se vai erguendo e conjugando a mulher que fui com aquela em que me tornei..
* Ernesto Cardenal [versão adaptada para o feminino]
junho 01, 2010
Ctrl + z
Ou talvez não. O inicio foi tão bom... Acho que é por isso que me custa ver-te ir.
Imaginar-te naquele papel que representavas na perfeição de homem romântico. Imaginar-vos a trocarem palavras cheias de duplos sentidos, prontas a acenderem a paixão que vos consome, imaginar o vosso primeiro beijo, a vossa primeira vez. Imaginar as comparações.
Sentir-me assim, de peito aberto, com um buraco onde caberia o mundo. Sentir-me pequena, diminuída, insignificante. Sentir inveja de não ter ninguém que me faça perder o sono e a fome, de não ter ninguém que me faça acreditar na beleza das histórias de amor.
Sentir que tudo poderia ter sido diferente, se fosses aquele que foste nos primeiros meses. Aquele que serás com ela agora, e que a deixará plena de expectativas.
Mais que tudo, sinto uma inveja terrível, que me consome, da beleza dela. E de ela ser (fisicamente) tudo o que sempre quiseste de mim.
Imaginar-te naquele papel que representavas na perfeição de homem romântico. Imaginar-vos a trocarem palavras cheias de duplos sentidos, prontas a acenderem a paixão que vos consome, imaginar o vosso primeiro beijo, a vossa primeira vez. Imaginar as comparações.
Sentir-me assim, de peito aberto, com um buraco onde caberia o mundo. Sentir-me pequena, diminuída, insignificante. Sentir inveja de não ter ninguém que me faça perder o sono e a fome, de não ter ninguém que me faça acreditar na beleza das histórias de amor.
Sentir que tudo poderia ter sido diferente, se fosses aquele que foste nos primeiros meses. Aquele que serás com ela agora, e que a deixará plena de expectativas.
Mais que tudo, sinto uma inveja terrível, que me consome, da beleza dela. E de ela ser (fisicamente) tudo o que sempre quiseste de mim.
Subscrever:
Mensagens (Atom)