"Na maior aflição, no irremediável naufrágio, qualquer um quer salvar a alma. Ninguém quer passar sem deixar rasto (...) A vida, mais do que uma viagem com lugar de partida e porto de chegada, é um caminho que se perde no escuro interior de uma floresta, num grande esquecimento. Falta-nos o destino." Pedro Paixão, in o Infinito é agora
julho 25, 2010
julho 16, 2010
Expectativas
Cada vez mais me apercebo que as nossas frustrações e alegrias vêm das expectativas que criamos acerca de tudo o que nos acontece. Aprendi isso contigo.
Conheço-te há anos, e como és mais novo, sempre menosprezei tudo o que poderia vir de ti. Sabia que tinhas um fraquinho por mim, e achava piada, mas não acreditava que houvesse nada entre nós. Eu mais velha, sempre tão bem comportada, e tu um puto maluco, que só queria drogas e rock n’roll (sim, porque nem sexo te via a fazer).
Hoje apercebo-me da parvoíce deste preconceito, afinal são só 3 anos de diferença. Acreditas que nunca me diverti sozinha tanto com ninguém como contigo? Falamos, rimos, provocamo-nos, lutamos para ver quem consegue calar o outro, e quando não o conseguimos fazer, calamo-nos com beijos. Aqueles beijos deliciosos, que me deixam com o coração a bater e que me provocam uma tremura nas entranhas.
Foi por não esperar nada de ti, que hoje tenho tanto a agradecer-te!
julho 14, 2010
julho 12, 2010
Desejos
Entrego-me a ti, ansiosa pelas descobertas que ainda me esperam. A cada entrega um mundo novo de prazer, uma vontade infinita de voltar a ter-te mais, e mais!
julho 06, 2010
Fui eu que pedi
julho 01, 2010
E agora?
Naquela noite cedi aos teus avanços. Dava-me pica porque ambos sabíamos que não o devíamos fazer mas ainda assim, eu saber que nunca recusarias. Combinámos como poderíamos estar juntos sem que os nosso amigos soubessem. O dia já estava claro, e o que eu precisava mesmo era de colo, não propriamente de sexo. Mas para ter um tinha que dar o outro, e a surpresa instalou-se… Despertaste em mim vontades por ti, que nunca imaginei existirem. Viciaste-me com o teu movimento de ancas, com a tua forma carinhosa, mas máscula de me agarrar. Rendi-me a ti.
Não sei se é pela carência, se pelo vicio que rapidamente desenvolvemos por tudo o que é indescritivelmente bom, não paro de pensar em ti. E dou por mim a desejar baixinho, para que a minha consciência não se exalte, que aquilo que me sussurraste ao ouvido na última vez que estivemos juntos seja verdade.
