Que magia é essa que fazes, que me deixa sem ar. Que me faz morrer e ressuscitar, que me deixa anestesiada de tanto prazer. Que prazer é este que estava escondido em mim, que descobriste, e me vicia?
Sinto vontade de te consumir, de te aspirar, de te tornar meu. De te agarrar com força, e de me deixar ir. Que paixão é esta, que estando fechada numa casa, é transpirada por cada poro da minha pele?
Que ânsia é esta que me tolda os pensamentos?
Onde me vais levar? Onde me estou a deixar ir?
Foste o único homem que tive até hoje que foi sincero, e me disse que não prestava, que te ias embora, que isto não ia passar de uma relação ocasional.
Se já sei tão bem que me vou magoar, porque insisto em continuar? E deixo que a cada dia de intimidade que ganhamos, o nosso prazer se multiplique e se torne num vício...
"Na maior aflição, no irremediável naufrágio, qualquer um quer salvar a alma. Ninguém quer passar sem deixar rasto (...) A vida, mais do que uma viagem com lugar de partida e porto de chegada, é um caminho que se perde no escuro interior de uma floresta, num grande esquecimento. Falta-nos o destino." Pedro Paixão, in o Infinito é agora
Sem comentários:
Enviar um comentário