Adoro estações de comboio. O movimento das pessoas que vão e chegam, os ares tristes e os de total alheamento. Os que se vê claramente que viajam numa rotina cansativa, que se repete nos 5 dias da semana. E os que viajam para irem ao encontro de alguém, que vão felizes, que levam sempre um sorriso na cara. Os que chegam e que têm alguém à espera. Mas gosto especialmente de assistir às despedidas dos amantes. Dos beijos intermináveis, das promessas que os vejo segredar, dos olhares tristes, mas confiantes. Sabem que quando voltarem, terão todo aquele abraço triplicado pelas saudades que se farão sentir.
Já tive despedidas tão bonitas, e regressos tão saborosos. Hoje em dia não tenho para quem voltar, nem de quem me despedir. E se isso me deixa nostálgicas, muitas vezes também me deixa com uma enorme sensação de liberdade.
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