Sei que não és o homem que eu sonho encontrar: aquele que escreve sem erros ortográficos, que gosta de ler e de cinema europeu, divertido, alto, charmoso, sempre bem cheiroso, atencioso, doce, meigo, que cita poemas de Pablo Neruda, que gosta de teatro, que gosta de fazer surpresas, que pensa primeiro em mim e só depois nele, que é uma bomba na cama. Não és nada disto, ou melhor quase nada, e mesmo assim, insisto em pensar em ti desde que acordo até que me deito…
"Na maior aflição, no irremediável naufrágio, qualquer um quer salvar a alma. Ninguém quer passar sem deixar rasto (...) A vida, mais do que uma viagem com lugar de partida e porto de chegada, é um caminho que se perde no escuro interior de uma floresta, num grande esquecimento. Falta-nos o destino." Pedro Paixão, in o Infinito é agora
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